sábado, 14 de janeiro de 2012
A entrevista, a pesquisa e o íntimo, ou: porque censurar seu diário de campo.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
A construção da narrativa fílmica: tensões entre a narrativa etnográfica e a narrativa imagética na elaboração de um filme etnográfico.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Skype WiFi
O Skype WiFi que antigamente era chamado de Skype Access chegou, faz poucos meses (08/2011), ao sistema operacional iOS. O qual, já está disponível tanto na App da Apple como na Itunes Storepara download gratuito.
O futuro não será protestante
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
A questão da Biopolítica no Agenciamento da Vida Humana, nas perspectivas de Hannah Arendt e Michel Foucault
Resumo: Realiza uma aproximação dos conceitos Hannah Arendt e Michel Foucault a partir da análise das relações de de poder feitas pelos dois autores e as implicações que emanam destas duas linhas de pensamento no que se refere ao modo como, nas sociedades contemporâneas, o sujeito se constitui e é constituído enquanto um agente político.
domingo, 27 de novembro de 2011
Antropologia Visual: Dicas de leitura
Título: A “questão ambiental” sob a ótica da antropologia dos grupos urbanos, nas ilhas do Parque Estadual Delta do Jacuí, Bairro Arquipélago, Porto Alegre, RS.
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TCC
Autor: Luciano von der Goltz Vianna
Título: Trajetórias de uma geração de praticantes do remo e etnografia das formas de sociabilidade (POA –RS)
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sábado, 23 de julho de 2011
Google Plus: Primeiras impressões

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Refrigerantes anti-energia: relaxe com apenas uma latinha
Durante anos, as bebidas foram complementadas com eletrólitos, cafeína, e promessas de energia instantânea. Quem nunca tomou um Red Bull quando precisava ficar acordado até altas horas da madrugada? Agora, a indústria de bebidas apresenta mais uma novidade: os refrigerantes antienergia.
Os novos refrigerantes estão sendo comercializados principalmente nos Estados Unidos, e têm como objetivo relaxar as pessoas após um dia estressante. Marcas como Malava Novacaine, Drank, Unwind, Mary Jane’s Relaxing Soda e Slow Cow são vendidas com a promessa de uma solução rápida para diminuir o ritmo quando as coisas ficam agitadas.
Alguns críticos, no entanto, questionam a segurança de tais produtos, os quais são vendidos em universidades e lojas de conveniência. Como acabaram de chegar ao mercado, não há muitos estudos científicos sobre as bebidas relaxantes, e pesquisadores apontam algumas semelhanças entre o líquido e misturas de drogas e remédios produzidos na rua.
Para Ronald Peters, professor da University of Texas Health Science Center, as bebidas antienergia são uma versão bem acabada das drogas urbanas. “Elas [as bebidas] realmente têm sedativos em sua composição. Torna-se um produto anti-ético”, afirma. Algumas marcas, inclusive, possuem um alerta no rótulo sobre o risco de sonolência e desaconselham dirigir após o consumo dos produtos.
Além disso, a presença de melatonina – um neurohormônio utilizado no tratamento de distúrbios do sono – em diversas bebidas do gênero gera controvérsias. Estudos apontam que a melatonina pode interferir na produção de testosterona, por isso seu consumo não é indicado para garotos até que estes entrem na faculdade. Outros compostos também são questionados como possivelmente perigosos, mas os riscos não foram documentados.
Porém, os fabricantes afirmam que as bebidas são seguras e, além disso, ajudam as pessoas – um dos empresários se refere ao produto como “uma alternativa positiva” para as drogas e o álcool, indicado a qualquer pessoa que precise relaxar após um dia estressante, de estudantes de ensino médio a executivos de Wall Street.
Fonte: http://hypescience.com/
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Revista Publicar
Revista Cadernos de Campo
Revista Brasileira de Sociologia da Emoção
Revista Ciências Sociais & Religião
Estão abertas as submissões on-line para a revista Ciencias Sociales y Religión/Ciências Sociais e Religião (CS&R) n. 14 e 15, a serem lançadas no primeiro e no segundo semestre de 2011. O prazo para apresentação de trabalhos é 20 de abril de 2011. Para submeter artigos a esta revista CLIQUE AQUI.
Revista Sociologia & Antropologia
XXVIII Congresso da ALAS - GTs e Mesas

Estão abertas as inscrições para os Grupos de Trabalho do XXVIII Congresso da ALAS, a ser realizado em Recife (Brasil) entre os dias 06 e 11 de setembro de 2011.
Para acessar o site do evento CLIQUE AQUI.
Resumo do cronograma para submissão de propostas:
| Envio de: | Período |
| Inscrição on-line de propostas para Grupos de Trabalho | 01/11/2010 a 23/02/2011 |
| Inscrição de propostas de mesa redonda (até 5 pessoas, incluindo coordenador) | 12/11/2010 a 09/02/2011 |
XI Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais
Diversidades e (Des)igualdades é o tema que orientará os debates do XI Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais, a ser realizado na Universidade Federal da Bahia, em Salvador, de 07 a 10 de agosto de 2011.
IX Reunião de Antropologia do Mercosul

Entre os dias 10 e 13 de julho de 2011 acontecerá em Curitiba (PR), Brasil, no campus da UFPR, a IX Reunião de Antropologia do MERCOSUL, com o tema Culturas, Encontros e Desigualdades.
A IX RAM será organizada pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia e pelo Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que convidam a comunidade acadêmica a apresentar suas propostas de trabalho.
Para acessar as informações do CLIQUE AQUI.
Escrevendo a Tese...

quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Ao cair da noite na cidade
Era uma fria noite de inverno e Valérie estava na sacada de seu apartamento no sul do Brasil observando a chuva que caía. Na sua cabeça pensamentos mil acerca das coisas do mundo e de tudo aquilo que a incomodava. Era uma noite de sábado e não havia muito o que fazer na cidade pois estava no meio de um feriado prolongado e seus amigos estavam, a maioria viajando.
Viagens, ela gostava muito de viagens. Mas de um tempo para cá passou a cansar dessa rotina de estar toda hora em um lugar diferente, longe de casa e de suas coisas. Acaba não tendo vínculos com os locais onde estava e seus amigos acabavam se resumindo aqueles que tinham acesso a rede mundial de computadores e lhe escreviam de vez em quando para saber como estava ou para contar alguma novidade.
Já tinha lido muito sobre esse novo conceito de modernidade líquida e fluída e tinha certeza que não era isso que queria para sua vida. Valérie queria fixar raízes para além das conquistas materiais que obtivera até então. Queria viver um grande amor, estar apaixonada e sonhar com um futuro que não fosse somente aquele, de ser uma profissional da web bem sucedida. Queria ser que nem as pessoas comuns e no fim de semana estar em casa com seu amor vendo um filme antigo e sentindo o calor de um abraço carinhoso onde pudesse se aconchegar e livrar-se da frieza nos bits e bites que eram o quotidiano de seu ofício.
Na sala seu laptop aberto no último projeto que estava trabalhando e que dentro de duas semanas a levaria a Milão para apresentar os resultados na sede da empresa multinacional que a havia contratado. Gostava muito da Itália, já estivera lá várias vezes, conhecia Roma, Pádova e Veneza e sonhava com um retorno diferente a estas cidades. Queria lá estar e viver dias inesquecíveis com um homem que lhe fizesse feliz, que lhe fizesse se sentir aquecida e longe do mundo das máquinas e do corre-corre dos projetos que sempre estava executando. Queria amar e sentir-se amada.
E aí estava Valérie, chegando aos trinta anos de idade, bem sucedida profissionalmente, mas com muitos anseios, sonhos e desejos em aberto, olhando a chuva que caía na cidade de Porto Alegre pela sacada de seu apartamento próximo ao centro da cidade. Na rua, pessoas que iam e vinham numa dança caótica de carros e guarda-chuvas que buscavam domicílio entre seus entes amados, que tinham alguém em sua casa esperando-os. Mas Valérie, não. Já estava em casa e a única coisa que a esperava era a fria tela de seu computador para que terminasse o projeto que estava em aberto.
Estava cansada do silêncio mortal que tomava conta do apartamento. Foi até a sala, passou por seu laptop, pegou o Ipod que estava sobre a estante e conectou ao aparelho de som. Ouvi-se um breve clique do reconhecimento da conexão e passou a navegar pelas cerca de oito mil músicas que povoavam a gigantesca memória flash do dispositivo até encontrar o álbum que queria, deu um play pegou o maço de Marlboro Light e voltou a sacada onde, agora, sentada em cadeira tragava lentamente a nicotina para dentro de seus pulmões, sentindo-a tomar posse de seu corpo, dando-lhe uma breve sensação de relaxamento.
A música entrava suave por seus ouvidos e fazia-a viajar em suas lembranças. O álbum escolhido não ao acaso levava-a a regressar a sua última estadia em Montevidéu quando conhecera uma casal de psicólogos que lhe apresentara as musicas de um cantor popular daquelas bandas do Rio da Prata. Seu nome: Eduardo Darnauchans. A música: Cápsulas. Era como dizia a música que ela se sentia naquele momento quando estivera na capital uruguaia, pois, este havia sido um momento difícil de sua vida, onde, pela primeira vez havia ficado cerca de quatro meses longe de seu apartamento, de suas coisas, das pessoas que gostava.
Em sua cabeça entravam os versos de Darno a lhe dizer que: El pobre Juan de Dios tras de los extasis del amor de Aniceta fue infeliz y pasó tres meses de amarguras graves y tras lento sufrir se curó con prosac y con las cápsulas de lexotanil. E que: Enamorado luego de la histérica Luisa una rubia muy sentimental se enflaqueció se fue poniendo tísico y al año y medio o más se curó con el Viagra y con las cápsulas de eter de clertal. Mas que por fim: Desencantado luego de la vida, filósofo sutil a Leopardi leyó y a Shoppenhauer y en un rato de speed se curó para siempre con las cápsulas de plomo de un fusil.
E pensando na música revivia o isolamento daqueles dias frios no exterior quando estava a desenvolver um grande projeto para uma cooperativa de leite da cidade. Os dias e as noites eram frias e as ruas estavam sempre recobertas pelas folhas dos plátanos que povoam a cidade. Prédios antigos e cinzentos de décadas passadas povoam a cidade dando a sensação te estarmos em outro tempo que não o presente.
Mas esse tempo fora do Brasil foi bom para me (re)conhecer e saber as coisas que realmente me incomodam. Nas noites frias uruguaias aprendi a novamente olhar para dentro de mim mesma e com isso aprender a lidar com criaturas que criei, com temores que tenho. Sou parte de uma sociedade esquizofrênica e individualista que se constrói sobre relações superficiais e tênues. Não conhecemos muito dos outros. Só sabemos destes o essencial. Essência que muitas vezes perdemos nos acórdãos peremptórios de nossa vida.
Sozinha no seu apartamento, naquele momento, Valérie queria era encontrar sua própria essência, algo que as agruras da vida tinham tirado dela. O caminho era longo e sabia que não seria nada fácil sair de mais aquela crise. Ah essas crises... elas estavam se tornando cada vez mais freqüentes, mas já se conhecia um pouco mais e sabia, hoje, lidar melhor com isso.
sábado, 12 de junho de 2010
Caindo em espiral no vácuo
É incrível e apavorante, mas não sei descrever nesse momento a tristeza que sinto. Sinto um vazio, um vazio tão grande no meio, algo que agoniza, que corta, que dói. Minha cabeça devaneia, voa longe. O mundo e o fato de eu estar nele parece não ter sentido, parece-me que tenho medo de viver.
